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Insensível

No silêncio do orvalho aproxima-se sorrateiramente uma leve sombra. Aos poucos vai dominando o espaço de uma paisagem singular, repleta de flores e com um lindo riacho contemplado pela majestosa sinfonia de diferentes pássaros.

A sombra se multiplica e ganha formas sombrias. A doce sinfonia é substituída pelo choro do riacho que observa inquieto o movimento sórdido das sombras castigando a flora.

Aos poucos a sombra vai entorpecendo, mas um brilho maldoso toma o seu lugar, devorando tudo em seu caminho, deixando cinzas para contar uma triste história de amor.

Sim, a insensibilidade é incapaz de entender uma analogia dolorosa que tirou o brilho de uma mulher.

Insensível o homem que não contempla a beleza de sua mulher
Insensível o homem que não compreende as palavras em sintonia de sua mulher.
Insensível o homem que apaga o intenso brilho de sua mulher.

Nem o riacho de lágrimas, tão pouco o coração incandescente torna sensível o homem que não valoriza a sua mulher.

Insensível! Insensível! Insensível!

Mil vezes insensível o homem que torna cinza a paisagem natural que o contempla.

Emerson Facunte
(23/05/2012)

 



  1. It‘s quite in here! Why not leave a response?